Em uma época em que a Inteligência Artificial soava como ficção científica para muitos piauienses, um professor ousou enxergar o futuro. Agenor Martins, mestre em Ciência da Computação, não apenas acreditou no potencial da IA, mas tornou-se o primeiro pesquisador a mergulhar fundo no tema no estado, enfrentando um caminho de desconfiança para plantar a semente de uma revolução tecnológica que floresce hoje.
A trajetória do professor Agenor começou a ganhar forma em 2005, com um projeto de mestrado que soou, para alguns, como algo saído de um filme. O tema? Um sistema especialista para diagnosticar doenças em caprinos. Naquele contexto, a proposta foi recebida com certo ceticismo. Era difícil para colegas e até para parte da comunidade acadêmica visualizar como máquinas poderiam "pensar" e auxiliar em problemas tão reais e regionais.
"Naquela época, a IA era algo muito distante da nossa realidade. As pessoas não entendiam bem a utilidade, questionavam se aquilo era realmente necessário ou só mais uma moda passageira", relembra o professor, destacando a barreira inicial que precisou ser transposta.
Mas o ceticismo não foi capaz de deter a curiosidade e a visão de Martins. Ele perseverou, dedicando-se a um campo do conhecimento que, anos mais tarde, se mostraria fundamental em setores que vão da medicina ao agronegócio. Seu trabalho pioneiro não ficou restrito à teoria. Agenor se tornou um dos fundadores do Grupo de Pesquisa em Engenharia do Conhecimento e Inteligência Artificial (GPECON), na Universidade Federal do Piauí (UFPI), formando as primeiras gerações de especialistas locais na área.
Se na década passada a IA era vista com ressalvas, hoje seu legado é palpável. O professor viu o tema sair das sombras do questionamento para se tornar central em editais de pesquisa, disciplinas universitárias e aplicações práticas que impactam a sociedade. Sua história é um testemunho de que a inovação, por vezes, começa com um único visionário disposto a desafiar o status quo.
Mais do que um acadêmico, Agenor Martins é um inspirador. Sua batalha silenciosa contra o ceticismo pavimentou o caminho para que novos talentos piauienses pudessem explorar e contribuir com uma das fronteiras mais promissoras da tecnologia moderna.
Fonte da Informação: Site Cidade Verde (https://cidadeverde.com/vivapiaui/131641/pioneiro-em-estudar-ia-no-piaui-professor-agenor-martins-encarou-o-ceticismo-e-fez-historia)
Créditos das Fotos: Imagens arquivo pessoal/divulgação (conforme origem na matéria original).



